Vespas

As Vespas

Em resultado das várias notícias divulgadas pelos vários órgãos de comunicação social nacional, sobre a presença de Vespa Asiática (Vespa velutina nigrithorax)) em alguns pontos do país, surgiram alguns munícipes dando conta da existência da referida vespa, no Concelho da Sertã.

A Família Vespidae inclui 5000 espécies de vespas. A mencionada vespa asiática, também designada por vespa-assassina, assim o é para as abelhas e não para os seres humanos, em que não é mais agressiva do que a vespa autóctone. A picada de qualquer vespa pode levar aos sintomas da picada da abelha, incluindo as situações extremas como o choque anafiláctico e a morte em caso de pessoas com hipersensibilidade.

A vespa asiática tem um efeito directo na população de abelhas, devido ao elevado número de baixas que causa nos apiários, devido à predação directa que faz, causando a diminuição das actividades das abelhas o que se traduz no enfraquecimento e morte da colmeia. Sem abelhas, a produção agrícola e frutícola fica condicionada, devido à ausência de polinização.

De esclarecer que para já não é previsível que a vespa asiática se possa estender para Sul do Douro por razões climáticas; a Sul a temperatura é superior e a vespa ainda não está adaptada a temperaturas mais quentes.

Os avistamentos registados no Concelho da Sertã, até à presente data (Novembro de 2014), dizem respeito a outra espécie de vespa, designada por vespa europeia (Vespa crabro). Também é predadora de abelhas contudo, é mais selectiva o que poderá contribuir, de certa forma, para o equilíbrio da colmeia.

Vespa Asiática – breve descrição:

Vespa velutina nigrithoraxTamanho: entre 3 a 3,5 cm
Cor da cabeça: Preta com face alaranjada
Corpo: castanho-escuro ou preto, com um único segmento abdominal amarelo-alaranjado
Asas: escuras e fumadas
Patas: castanhas com as extremidades amarelas
Ninhos: fibras de celulose mastigadas, parece construído em papelão/cartão, geralmente construídos em árvores com altura superior a 5 metros.

Vespa Europeia – breve descrição:

Tamanho: entre 3 a 4 cm
Cor da cabeça: Amarela
Corpo: castanho com segmentos amarelos
Asas: escuras e fumadas
Patas: castanhas
Ninhos: fibras de celulose mastigadas, preferencialmente em árvores ocas ou chaminés – raramente ao ar livre.

Métodos preventivos:

1 – Os apicultores poderão instalar um redutor de entrada na colmeia, em que devido à dimensão do orifício, apenas torna possível a entrada e saída das abelhas:

 redutor VAsiatica

in Plano de Ação para a Vigilância e Controlo da Vespa velutina em Portugal

Exemplos de redutores:

Redutor1               Redutor2

Imagens de http://www.hudsonvillehoney.com e http://beekeeperlinda.blogspot.pt/2013/03/creative-entrance-reducers.html

2 – Colocação de armadilhas, ainda que a título preventivo deverá ser apenas pontualmente e pelos apicultores, ainda que seja para a detecção da chegada da vespa numa determinada região.

Atendendo ao facto de que não existem armadilhas selectivas para a vespa asiática, estas poderão capturar demais insectos, pelo que é fundamental que a colocação das armadilhas seja apenas feita em duas épocas do ano:

Época
Meses
Objectivo
Primavera Fevereiro a Abril Capturar as rainhas que saem do estado de hibernação e estão na fase do ninho primário.
Outono Outubro a Novembro Capturar as vespas em redor do apiário com o objectivo de diminuir a predação das abelhas.

 

Em Espanha e França, os apicultores desenvolveram armadilhas caseiras, recorrendo a garrafas de plástico de 1,5 ou 2 Lt:

ARMADILHA 

Imagem adaptada de: http://www.farodevigo.es/sociedad-cultura/2014/08/24/apicultores-creen-habra-convivir-avispa/1080878.html

1 – Fazer a meio da garrafa 2 pequenos orifícios com 0,5 cm de diâmetro – Irá permitir a saída de insectos de menor dimensão que a vespa.

2 – Cortar a parte superior da garrafa (gargalo) e remover a tampa da mesma – esta será a ‘porta’ de entrada dos insectos.

3 – Verte-se o isco para o interior da garrafa cortada – A mistura a adicionar: Uma parte de vinho branco, uma parte de cerveja, de preferência preta duas colheres de xarope de groselha que pode ser substituído por groselha preta ou concentrado de maçã. A presença da cerveja irá afastar a entrada de abelhas e as vespas procurarão iscos açucarados (APIMIL, 2013).

4 – Introduzir invertida a metade superior cortada (gargalo), na metade inferior.

5 – Na parte lateral da garrafa, no topo, fazer dois pequenos orifícios e utilizando fio ou arame e um pedaço de plástico (de outra garrafa, p. ex) ou metal, criar um telheiro para evitar a entrada de água e estragar o isco.

6 – Renovar o isco com alguma frequência de modo a evitar que o mesmo fermente.

7 – O insecto sente-se atraído pelo líquido e entra.

8 – Ficam encurralados no interior da garrafa, incapazes de sair, até morrer.

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