![]() |
Vivemos tempos excecionais, tempos de calamidade.
|
Para a reconstrução do território, contamos com ajudas do governo central. Mas não sabemos com quanto, nem quando. E para podermos avançar de imediato, precisamos de dinheiro disponível, neste momento. Não podemos ficar à espera.
No que respeita à proteção civil, preocupa-nos a imensa rede viária florestal que ficou inutilizada e que precisamos de recuperar. Precisamos também de mais equipamento para reforçar a segurança do território.
Na área social, depois de se acionarem os seguros e as ajudas do governo, é provável que o município ainda tenha de intervir em situações de fragilidade social e económica.
Vivemos tempos excecionais. E tempos excecionais implicam respostas excecionais. Decidimos por isso, no presente ano, fazer cortes significativos nas nossas despesas correntes, no sentido de podermos alocar mais verbas estas três prioridades que referi.
E, entre as medidas mais significativas, destaca-se o cancelamento do Festival do Maranho e da Romaria a São Nuno de Santa Maria.
Reitero tudo o que disse até aqui sobre estes dois grandes eventos: são importantes para o desenvolvimento do concelho, são investimento. Contudo, neste momento temos outras prioridades: a reconstrução e a segurança do concelho, e as pessoas com mais necessidades.
Pedimos a compreensão de todos, mas como disse, circunstâncias excecionais implicam medidas excecionais. Se tudo correr bem, e com a união e ajuda de todos, voltaremos mais fortes em 2027!
Carlos Miranda
Sertã, 10 de fevereiro de 2026