Às portas do Natal, a Câmara Municipal da Sertã entregou 202 cabazes de bens alimentares a famílias do concelho com dificuldades socioeconómicas, no âmbito de mais uma edição da campanha Pegada Solidária. O número de cabazes entregues este ano representa um aumento de 12,22% face ao ano anterior. Realizada todos os anos nesta quadra, a "Pegada Solidária no Concelho da Sertã" visa minimizar as dificuldades de algumas famílias do concelho, através da entrega de Cabazes de Natal. Refira-se que estas famílias são identificadas por entidades do concelho com competências na área da intervenção e desenvolvimento social.
Esta iniciativa, promovida pela Câmara Municipal da Sertã no âmbito da sua política de ação social, conta com a colaboração de todas as juntas e uniões de freguesia do concelho e da Cáritas Paroquial da Sertã. Para Cristina Nunes, Vereadora da Ação Social, "esta é uma forma de contribuir para minimizar o impacto do aumento progressivo do custo de vida, que se sente sobretudo em agregados familiares com um contexto socioeconómico já de si fragilizado". A autarca acrescenta: "pretendemos que, nesta quadra natalícia, onde imperam os valores de partilha e solidariedade, estes cabazes tragam algum conforto e ânimo a estas famílias, proporcionando-lhes uma melhor consoada".
Ainda no que concerne a apoio alimentar, a Câmara Municipal da Sertã, em parceria com o CCD - Centro de Cultura e Desporto do Pessoal da Câmara Municipal da Sertã, apoia mensalmente com ajuda alimentar regular 71 agregados familiares, através do Programa do Banco Alimentar Contra a Fome, e mais 42 famílias no âmbito do Programa Operacional de Apoio às Pessoas mais Carenciadas (POAPMC).
Ciente do importante papel desempenhado pelas Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) do Concelho da Sertã, a Câmara Municipal da Sertã aprovou, em sede de reunião de câmara no passado dia 23 de dezembro, a atribuição de subsídios com caráter excecional às 10 IPSS do concelho da Sertã, num valor global que ultrapassa os 840 mil euros. Para além de constituírem núcleos de agregação social e de suporte a economias locais através da criação de postos de trabalho, as IPSS são fulcrais na solidariedade social, apoio aos seniores e na proximidade com a população. Na busca de melhores condições, de ampliação das estruturas existentes ou criação de novas estruturas, socorrem-se de candidaturas a fundos comunitários que, quando aprovados, habitualmente os montantes não suprem as necessidades, a que se somam despesas correntes e de funcionamento com tendência crescente. Os subsídios agora atribuídos “visam apoiar o investimento que já está a ser feito por quatro IPSS, que já iniciaram a construção/ampliação de lares, como também apoiar as restantes seis IPSS para que possam também ter aqui um balão de oxigénio”, sublinhou Carlos Miranda, Presidente da Câmara Municipal da Sertã. Os subsídios foram calculados com base em diversos critérios e variáveis, apresentando duas vertentes distintas: o apoio ao investimento, cuja atribuição de subsídio foi calculada com base numa componente fixa e noutra variável, de acordo com o número de vagas a criar ou a acrescer; e uma segunda vertente em que o apoio se destina ao desenvolvimento da exploração da atividade, onde também foi realizado o cálculo com uma base fixa para todas as IPSS e outra, variável, de acordo com o número de funcionários permanentes existentes em cada instituição. Para além dos critérios utilizados, foram também considerados diversos pedidos de apoio solicitados nos últimos anos ao município. Refira-se que o valor atribuído nestes subsídios excecionais é superior ao total atribuído nos últimos 20 anos.
IPSS
Apoio ao Investimento
Apoio ao Funcionamento
Total Subsídio
Associação Cultural e Social da Freguesia de Figueiredo
16 566,58 €
16 566,58 €
Centro Assistência Social da Freguesia do Cabeçudo
145 833,33 €
20 091,38 €
165 924,72 €
Centro Assistência Social da Freguesia do Troviscal
119 907,41 €
19 308,09 €
139 215,50 €
Centro de Apoio à 3ª Idade de Santa Ana
20 091,38 €
20 091,38 €
Centro Social e Bem Estar da Freguesia da Várzea dos Cavaleiros
22 162,21 €
18 524,80 €
40 687,01 €
Centro Social Nossa Senhora da Assunção do Castelo
136 574,07 €
26 749,35 €
163 323,42 €
Centro Social Nossa Senhora da Confiança de Pedrógão Pequeno
20 091,38 €
20 091,38 €
Centro Social São Nuno de Santa Maria
97 685,19 €
63 172,32 €
160 857,51 €
Centro Social, Cultural e Desportivo do Marmeleiro
O Município da Sertã recebeu no passado dia 23 de dezembro, três medalhas de agradecimento pelo acolhimento do XVII ACAREG – Acampamento Regional de Portalegre/Castelo Branco, numa cerimónia que decorreu no Edifício dos Paços do Concelho. Carlos Miranda, Presidente da Câmara Municipal da Sertã, recebeu a comitiva composta por Sofia Alves e Manuel António, Chefe Regional e Chefe Regional Adjunto da Junta Regional de Portalegre/Castelo Branco do Corpo Nacional de Escutas, respetivamente.
O reconhecimento e agradecimento da região de Portalegre/Castelo Branco do Corpo Nacional de Escutas surge "pelo apoio excecional, tanto a nível logístico como financeiro e de recursos humanos, na realização do evento". Assim, Sofia Alves e Manuel António entregaram a medalha de 1.ª classe (ouro) à Camara Municipal da Sertã, na pessoa do Presidente, e duas medalhas de 3.ª classe (bronze) a Vítor Farinha, Chefe de Divisão de Cultura, Desporto e Turismo e António Pedro, Técnico Superior de Desporto do Município. Recorde-se que o ACAREG reuniu no passado mês de agosto, cerca de 430 jovens escutistas durante uma semana, na Sertã.
Carlos Miranda, mostrou-se sensibilizado pelos louvores recebidos e, referindo-se ao acampamento realizado em agosto na vila da Sertã, sublinhou que "é também a nossa obrigação enquanto câmara municipal apoiar este tipo de iniciativas e os nossos jovens. Tenho a certeza que este acampamento se traduziu numa série de experiências enriquecedoras e inesquecíveis para os jovens", sublinhou o autarca, acrescentando que "estamos disponíveis para receber e apoiar mais iniciativas deste tipo."
O Município da Sertã e a Universidade Aberta assinaram os protocolos que viabilizam o Pólo de Cultura e Ciência da Universidade Aberta na Sertã, assim como a Cátedra Padre Manuel Antunes, numa cerimónia que decorreu no Salão da Assembleia Municipal, nos Paços do Concelho da Sertã, a 13 de dezembro. Aquele dia marcou “o início do cumprir de um sonho antigo”, começou por referir Carlos Miranda, presidente da Câmara Municipal da Sertã, afirmando que “estamos mais perto de ter ensino superior no concelho da Sertã”. “Precisamos de nos capacitar com esforço e talento para continuar o processo de transformação deste concelho e criar um ecossistema capaz de desencadear inovação, investimento económico e bem-estar social.” “As universidades são pilares importantes de criação, transmissão e valorização do conhecimento” e, por essa razão, afirmou que “temos que estar em permanente ligação com o mundo académico, aportando sinergias e garantindo mais-valias para o nosso trabalho diário”, referiu o autarca. O Pólo de Cultura e Ciência da Universidade Aberta na Sertã funcionará na antiga Escola da Abegoaria e “é para nós um enorme desafio (…) gerador de motivação e estímulo para trabalharmos afincadamente nas metas estratégicas que traçámos”, sublinhou Carlos Miranda, evocando o “ambicioso plano de atividades” de 2025 com “oferta de cursos formativos, a realização de simpósios e outros eventos de cariz cultural e científico”. A abertura deste Pólo permitirá também concretizar a Cátedra Padre Manuel Antunes: “a primeira desta tipologia em Portugal e que funcionará na Sertã, sob a égide do Centro de Estudos Globais da Universidade Aberta”. Permitirá “aprofundar as lições que o Padre Manuel Antunes nos deixou, em busca de um mundo mais adulto e uno”.
Domingos Caeiro, Vice-reitor da Universidade Aberta, começou por frisar a origem e a essência da instituição que representa, dizendo que “é uma universidade pública de ensino à distância” e referindo os milhares de pessoas que, desde o final da década de 80, concluíram licenciaturas graças ao ensino à distância daquela universidade. Com a criação dos Pólos de Ciência e Cultura, é o alargar da estrutura a outras valências com uma “vertente mais investigativa”, tendo sempre presentes as “três componentes da missão da universidade: investigar, ensinar e transferir o conhecimento”. “Este momento transcende a assinatura de um acordo institucional: ele simboliza a reafirmação de um compromisso com a democratização do conhecimento, o fortalecimento cultural e o desenvolvimento sustentável das comunidades.” O Vice-reitor da Universidade Aberta referiu que este projeto corporiza “uma visão estratégica conjunta, centrada na missão de acesso ao saber, de estimular a transferência de conhecimento e reforçar o papel das universidades no desenvolvimento equilibrado e inclusivo das regiões”. O Pólo de Ciência e Cultura funcionará sob a direção científica do Centro de Estudos Globais da Universidade Aberta: “será um espaço de excelência que democratizará a ciência e a cultura, estudará e divulgará a obra do Padre Manuel Antunes e impulsionará o desenvolvimento socioeconómico da Sertã, gerando redes de conhecimento, atraindo talento e gerando novas oportunidades”, sublinhou Domingos Caeiro.
José Eduardo Franco, Diretor do Centro de Estudos Globais da Universidade Aberta, referiu que a abertura deste pólo e a cátedra integram-se na missão de “contribuir para valorizar cultural e cientificamente os territórios mais distantes dos grandes centros”, recordando o desígnio do Padre Manuel Antunes de que “para haver um projeto de educação e de universidade tem que haver projeto de cultura” afinal, “a cultura é o que permite que o homem se torne plenamente homem”. “A cultura e a ciência são as bases de uma sociedade mais progressiva”. Neste contexto, José Eduardo Franco referiu que este pólo irá “capacitar a população deste e doutros concelhos”. No que diz respeito à cátedra, “irá abrir espaços de reflexão mais aprofundada para valorizar a nossa comunidade local e a ligação com a comunidade mais global”.
O passado dia 1 de dezembro foi marcado pela abertura da nova estrutura que acolhe a Oficina de Artesanato da Sertã na Alameda da Carvalha, com a presença de Carlos Miranda, Presidente da Câmara Municipal da Sertã. O autarca destacou a importância desta infraestrutura para a valorização e promoção do artesanato do concelho, sublinhando o papel que "os muitos e bons artesãos da Sertã têm na preservação e valorização da identidade cultural do concelho e na dinamização da economia local". Aproveitando a presença dos vários artesãos, Carlos Miranda, deixou uma palavra de agradecimento "a todos os que trabalham as diferentes artes e ofícios da nossa identidade" e que irão assegurar a dinamização daquele espaço. A Oficina de Artesanato da Sertã complementa o NuMOAS (Núcleo Museológico e Oficina de Artesanato da Sertã), sendo um espaço dedicado ao artesanato ao vivo, onde estão contempladas várias artes, nomeadamente tecelagem, cerâmica, costura, carpintaria, artes decorativas, macramé, entre outras. No seguimento da valorização dos artistas locais, a autoria do grafismo exterior da oficina é da sertaginense Margarida Girão.
Esta infraestrutura irá também acolher diversos workshops com o objetivo de fomentar a formação de novas gerações de artesãos, tornando-se um espaço aberto à comunidade local e aos visitantes da região, aliando o artesanato ao turismo. A oficina de artesanato constitui mais um passo para o desenvolvimento cultural e turístico do concelho, seguindo o compromisso do município de "qualificar cada vez mais o território através da arte", frisou Carlos Miranda.
A Oficina de Artesanato da Sertã está aberta todos os dias das 10 às 13 horas e das 14 às 17 horas, com exceção dos dias 25 de dezembro, 1 de janeiro, domingo de Páscoa, 1 de maio e 25 de abril.